Mês: dezembro 2015

Kindred: The Embraced

Saudações.

Em meados dos anos 90 entrei em contato com o RPG, a princípio pelo clássico Advanced Dungeons & Dragons, publicado no Brasil pela Abril.

Ávido por novos jogos, logo fui apresentado ao sistema Storyteller e como primeiro título jogado, aquele que fez tanto sucesso e gerou muitas polêmicas: Vampiro: A Máscara.

O jogo, sem dúvida, era uma quebra de paradigma do que estávamos habituados jogando AD&D, com aventuras mais focadas em masmorras e dragões.

A proposta do jogo era diferente. Jogadores interpretando os monstros, que tentavam a todo custo manter a sua humanidade e não sucumbir à Besta! Bem, pelo menos essa era a proposta do jogo, que acabava não se concretizando nas mesas, pelo menos não na maioria delas.

Isso, é claro, gerou uma guerra de fãs que dura até hoje, embora alguns teoricamente tenham amadurecido e não se deixem levar pela clássica briga “D&D é só porrada” e “só se interpreta em vampiro” ou coisas do gênero.

No ano de 1996 foi produzida uma série, Kindred: The Embraced, baseada no RPG e có-dirigida por Mark Rein-Hagen.

Kindred-the-Embraced-artwork

A série só teve oito capítulos e girava em torno das dificuldades do Príncipe da cidade de São Francisco, Julian Luna em manter a Máscara e manter seus laços mortais.

Para os fãs de Vampiro: A Máscara não direi que a série é obrigatória, mas vale a pena assistir, ainda que seja para dar boas gargalhadas. Em virtude do baixo orçamento, muitas das cenas eram gravadas de dia. Dessa forma, os vampiros poderiam andar de dia, desde que estivessem alimentados.

Acho válido observar a série para perceber que até mesmo aqui, a proposta inicial do jogo falhou. Ele não traz o horror pessoal como proposta central, mas o jogo de poder que envolve a sociedade dos mortos-vivos e uma quantidade razoável de ação, com direito a munição de fósforo e decapitações.

Estão representados no seriado os principais clãs:

  • Ventrue
  • Toreador
  • Gangrel
  • Nosferatu
  • Brujah
  • Assamita (episódio 6)

Os clãs ficaram extremamente estereotipados (com exceção dos Nosferatu que não são tão monstruosos assim), o que algumas vezes soa forçado, mas ele soa extremamente nostálgico para mim, razão pela qual dediquei alguns minutos a relembrar desta série.

Abraços.

Qual cenário apocalíptico é mais provável de acordo com a ciência?

Livros e filmes que servem como base para os cenários de RPG nos quais nos aventuramos, exploram, as vezes à exaustão, temas apocalípticos, mas do ponto de vista da ciência, qual cenário apocalíptico seria mais provável?

terminator-movie-terminator-5-genisys-.0.0

O mundo como o conhecemos chegará a um fim, mas isso só deverá ocorrer daqui a uns 6 (seis) bilhões de anos, quando o sol, como uma gigante vermelha, atingir o seu tamanho máximo, vaporizar a atmosfera de nosso planeta e derreter completamente a crosta e o manto, engolindo em seguida o núcleo.

Quando isso acontecer, não estaremos mais aqui para vislumbrar este processo devastador. As chances de que mudanças nos levem a extinção e talvez destruam toda a vida na terra, muito antes do sol engolir nosso planeta são muito grandes.

No início de 2015, pesquisadores da Swedish Global Challenges Foundation (Fundação Sueca para Desafios Globais), em colaboração com o University of Oxford’s Future of Humanity Institute (Instituto para o Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford), publicaram um relatório que abordava 12 (doze) riscos globais com “impactos infinitos” potenciais. Os autores definem estes impactos como “o fim da civilização humana ou mesmo da vida humana”, então, para todos os propósitos, podemos considerar estes cenários, apocalípticos.

7giantsunno2

Entre estes riscos globais estão coisas como pandemia global, colapso ecológico, guerra nuclear, o impacto de grandes asteroides e mudanças climáticas. Os cálculos utilizados para prever estes eventos são complicados e dependem de muitas variáveis que impedem uma previsão precisa de como realmente será o declínio da humanidade, mas é possível fazer uma previsão dos próximos 100 anos (ou 200 anos no caso de mudanças climáticas) a partir dos dados disponíveis já compilados.

Qual o cenário mais provável pela nossa extinção?

De acordo com o Global Challenges Report (Relatório de Mudanças Globais), nos próximos 100 anos, existe uma chance em 10 de que nós desenvolvamos um sistema de inteligência artificial que erradique os seres humanos, simplesmente porque ela não precisa dos seres humanos para evoluir. Contudo, especialistas em inteligência artificial previram um supercomputador capaz de resolver mais problemas do que poderiam ser criados e ele ainda não existe.

As chances de que uma inteligência artificial destrua a humanidade é muito maior do que impactos gerados por asteróides, porém, em um cenário mais positivo, esta mesma IA poderia ser uma ferramenta de grande potencial para nos proteger de outros riscos.

Sendo assim, uma Skynet seria o cenário mais provável e menos provável ao mesmo tempo.

Existem, contudo, outros cenários apocalípticos com grande potencial. De acordo com este relatório, existe uma chance de 5% de que nos próximos 100 anos os seres humanos sejam extintos por uma pandemia global ou guerra nuclear. Se nada for feito, nos próximos 200 anos existe uma chance de 5% de que os impactos das mudanças climáticas sejam responsáveis por isto.

phlogo

Para este relatório os autores excluíram impactos externos que não poderiam ser evitados de qualquer forma, como explosões de raios gama capazes de queimar nosso planeta inteiro (embora isso não tenha grandes chances de acontecer).

Impactos de asteroides respondem por uma chance em 10.000, sendo mais fácil sermos destruídos por um supervírus do que por uma rocha de 5km de diâmetro.

No final, como escreveu o astrônomo Phil Plait em 2008, em seu livro Death from the Skies!, “não devemos nos lamentar pelo que não podemos evitar”.

Death from Skies

“Parece que todo o cosmos tenta nos extinguir. Existem muitos perigos no universo, mas precisamos ter uma visão prática das coisas. Temos que apreciar a vastidão do espaço e tempo e nossa habilidade de manipular os eventos a nosso redor”.

Além disso, também existem coisas que nem podemos estimar a probabilidade, como uma invasão alienígena, por exemplo.

E vocês? Quais os cenários apocalípticos que vocês costumam explorar em suas mesas?

———

Matéria publicada originalmente no site Science Alert em 27 de dezembro de 2015 e assinada por Signe Dean, com o título original “Which apocalypse scenario is the most likely, according to science?”

Apresentação

Saudações, amigos.

Após um longo tempo de inatividade, fiz um pequeno esforço para retomar as atividades no blog e dei a mim mesmo um incentivo, registrando domínio e hospedando o site, de forma que espero, pelo menos durante 2016, manter uma certa regularidade de publicações.

O site continuará versando prioritariamente sobre RPG, mas não se limitando a eles.

Por que voltar?

Em primeiro lugar porque me viciei nesse lance de escrever/traduzir e em segundo lugar porque ao ser questionado por um amigo recentemente sobre quais blogs ainda tratam de RPG no Brasil não consegui responder o questionamento imediatamente.

Verdade seja dita, o número de RPGs em nosso idioma aumentou muito nos últimos anos, mas a quantidade de blogs que falam sobre o tema, diminuiu muito, embora eu não tenha notado uma diminuição na qualidade dos que ficaram. Alguns parecem ter mudado ligeiramente o foco, deixando o RPG de lado e falando mais sobre outros temas.

Uma breve retrospectiva

Em 2015 joguei muito pouco, fosse jogo de tabuleiro ou RPG, porém, menos ainda o segundo, embora me sinta feliz por ter influenciado a criação de pelo menos um grupo na cidade onde estou morando.

Um dos jogos de tabuleiro que mais joguei foi o excelente Lords of Waterdeep, que rende muitas ideias para aventuras, diga-se de passagem.

Já no campo dos jogos de console, minha maior e melhor aquisição foi o excelente The Witcher 3 para PS4, com uma história muito interessante e que também rendeu muitas boas inspirações.

No campo do RPG, além dos livros de D&D 5th Edition oficiais, me surpreendi em um financiamento coletivo do cenário de campanha Primeval Thule, que traz excelentes novos elementos para a mesa, e é uma excelente opção de cenário para quem gosta de aventuras que misturam elementos de Conan e Call of Cthulhu.

Perspectivas para 2016

Como um dos grandes problemas que eu tive no ano de 2015 estava relacionado horários apertados e uma grande sobrecarga de trabalho, neste ano, arrumando melhor as coisas, acredito ser possível inserir o RPG e os jogos de tabuleiro (pelo menos) dentro de um projeto de extensão, que desenvolverei no Instituto Federal do Amapá, dentro do Grupo de Pesquisa em Estatística Aplicada ao Desenvolvimento de Jogos Analógicos.

Que 2016 seja um ano repleto de realizações para todos nós e que possamos estar sempre atuando como agentes disseminadores de nosso hobbie, ou simplesmente jogando e nos divertindo.

Leiaute e artigos antigos

Embora eu tenha um toque quando relacionado com formatação, dessa vez tentarei deixar os maus problemas mentais de lado e não vou mexer em nada relacionado ao leiaute ou aos artigos antigos, de forma que, eles podem até parecer bem bagunçadinhos, mas vou manter a ordem nos artigos que estão por vir, portando, não reparem na bagunça e nem com a poeira embaixo da soleira.

Feliz ano novo!