Mês: maio 2015

Custos de manutenção de propriedades

Saudações, aventureiros.

No artigo Construindo uma Fortaleza, falei sobre a seção do Dungeon Masters Guide, que trata sobre as atividades que os personagens desempenham quando não estão se aventurando e que tinham um brilho todo especial nas primeiras edições de Dungeons & Dragons.

Qualquer construção digna dos personagens envolve, normalmente, vultuosas quantidades de ouro, contudo, a manutenção dessas construções também é razão para que os personagens continuem a se aventurar ou abandonem de vez essa vida e passem a dedicar-se exclusivamente a atividades que garantam a manutenção de seus domínios.

Chateau La Gaffelière - Saint-Emilion, France

Chateau La Gaffelière – Saint-Emilion, France

Além das despesas associadas a manutenção do padrão de vida, os aventureiros que sejam proprietários de alguma construção, precisam preocupar-se em pagar os custos associados a manutenção delas, ou em breve, verá suas conquistas transformarem-se em ruínas.

Quando os personagens alcançam o 10º nível, não é incomum que eles sejam agraciados (voluntariamente ou não) com a propriedade de um castelo, uma taverna ou outro tipo de propriedade.

Essa aquisição pode ser adquiria através da compra com o ouro suado conseguido em suas pilhagens, pela tomada a força, obtida em uma jogada de sorte em um baralho das muitas coisas ou até mesmo como recompensa por perigosos serviços prestados.

A Tabela de Custos de Manutenção apresenta os custos diários para cada uma das propriedades e devem ser somadas aos custos apresentados na Tabela de Manutenção de Estilo de Vida.

Os custos de manutenção devem ser pagos a cada 30 dias, mas como os personagens passam a maior parte de seu tempo aventurando-se, a lista de funcionários inclui um administrador que se encarregará de fazer os pagamentos na ausência dos personagens.

Tabela Custo de Manutenção

Tabela Custo de Manutenção

Custo diário total: inclui tudo que for necessário para manter a propriedade e manter as coisas funcionando tranquilamente, incluindo o salário do pessoal contratado. Se a propriedade gera lucro, como coleta de taxas e impostos, entre outros, isso já é levado em consideração na tabela.

Pessoal qualificado e sem qualificação: pessoal qualificado, de acordo com o Players Handbook, são aqueles contratados para realizar serviços que envolvam proficiências (incluindo com armas, ferramentas ou perícias), como mercenários, escribas, dentre outros. O pessoal não qualificado são aqueles contratados para realizar serviços que não requeiram proficiências associadas, o que inclui trabalhadores braçais, carregadores, criadas e trabalhadores similares.

Para complementar os custos diários, utilize a tabela de Custos de Padrão de Vida abaixo.

Padrão de vida

Mais detalhes sobre as classes sociais em um próximo artigo, ou diretamente no Players Handbook p. 157-158.

Abraços e até a próxima.

Tudo é questão de skin?

Os jogadores sempre surpreendem, seja por dificilmente seguirem o planejado na aventura, seja por desejarem coisas incomuns para seus personagens.

Um dos meus mais novos desafios é conceder uma propriedade a uma arma, no caso, a propriedade finesse a uma picareta de guerra usada pelo anão ladino do grupo.

war pick

Uma picareta de guerra (war pick) custa 5 moedas de ouro, causa 1d8 pontos de dano de perfuração e não possui nenhuma propriedade especial, mas o ladino do grupo, argumenta que seria interessante se a arma passasse a ter a propriedade finesse. 

Finesse

Quando realizando um ataque com uma arma com esta propriedade, você pode escolher utilizar o bônus de Destreza ou Força nas jogadas de ataque e dano. Você deve usar o mesmo modificador para as duas rolagens.

Desde que comecei a jogar RPG, sempre me preocupei com a inverossimilhança das trocas constantes de armas. Toda aventura os personagens ganham alguma arma e lá se vai a arma anterior, para não se sabe onde, provavelmente jogadas na sarjeta de alguma cidadela qualquer.

Raríssimos são os jogadores que desenvolvem uma história com suas armas, tornando-as mágicas com o tempo, seja por acontecimentos únicos, seja pela infusão de magia na arma por um profissional, e quando o jogador me pergunta se pode adicionar uma propriedade a sua arma, considero ainda mais essas situações.

Conceder esta propriedade, seria o equivalente a transformá-la em uma arma mágica, que só funcionaria com o personagem e que permitiria que ela fizesse realmente parte de sua história, por muitos e muitos níveis, afinal, como diz o meu jogador “tudo é uma questão de skin“.

E vocês? Concederiam uma propriedade a uma arma, considerando que é tudo uma capa ou seguem as regras fielmente, sem flexibilização em suas mesas?

Hoard of Dragon Queen – fim da primeira parte

Na última segunda-feira (27 de abril), conclui a primeira parte da campanha Hoard of the Dragon Queen e fiquei extremamente surpreso com os resultados e com a diversão proporcionada.

A mesa é composta por apenas três jogadores, que interpretam um anão ladino, um anão clérigo e um meio-orc bárbaro, que se conheceram no meio da estrada e acabaram rumando para a cidade de Greenest.

Mantenho todos os pontos de minha análise feita no artigo 5x Épico, com pontos extremamente positivos ao sistema e a sua completa necessidade do uso de miniaturas e do sistema de combate extremamente rápido, mesmo usando a minha variação para margem de suceso, o que tem garantido combates ainda mais interessantes.

Dragonborn blue

Langdedrosa Cyanwrath

Embora eu tenha me preocupado quando vi os três personagens colocarem um dragão azul adulto para correr na sessão anterior, me preocupei mais ainda com o confronto de um dos personagens com o campeão draconato.

“Escolhido” por seus pares como o herói de Greenest, Tunk o Bárbaro, desceu ao pátio para confrontar a criatura. Devido aos vários combates que precederam este combate, e como eles haviam conseguido pontos de inspiração por suas ações, resolvi permitir que todos gastassem seus pontos de inspiração para permitir que o bárbaro recebesse os benefícios de um descanso prolongado, recuperando dessa forma o uso de sua fúria.

Algumas jogadas bem sucedidas do bárbaro, algumas jogadas mal sucedidas do draconato e muita empolgação na mesa, com o jogador que interpretava o bárbaro rodopiando um cabo de vassoura que quase acertou as cabeças dos demais jogadores, a sessão terminou com o pobre campeão vilanesco sem os dois braços e sem a cabeça e uma cidade completamente inspirada, que apressaram a saída dos demais vilões da cidade e como troféu, o anão ladino ainda presenteou o bárbaro com a espada larga do vilão.

Agora, com personagens atingindo o segundo nível, vamos também para a segunda parte da aventura, que espero, fique mais emocionante e desafiadora para os jogadores.

E vocês aventureiros? Como está sendo a experiência com a aventura?