Mês: dezembro 2011

Magia 2012

Magia é um aspecto tão fundamental de D&D que mesmo num cenário sem magia – essa é a premissa de Dark Sun Cenário de Campanha – a magia ainda existe. Seja a magia que os magos conjuram, seja com os itens mágicos, que pelo menos na 4ª edição, são muito mais comuns no cenário do que nas edições anteriores.

Quando anunciaram a nova edição de Forgotten Realms Cenário de Campanha, alardeando a morte da deusa da magia e a praga mágica, a primeira coisa que pensei foi “pelos deuses esquecidos, o que acontecerá com os itens mágicos e os personagens conjuradores?“, mas lendo um dos romances do cenário de campanha, no qual é narrada a guerra civil em Thay e o exato momento onde Mystra é assassinada e a praga mágica se inicia, tive a sensação de que a magia não seria banida dos reinos, pelo menos não DAQUELES reinos esquecidos.

Bem influenciado pelos novos RPGs traduzidos e/ou lançados por autores brasileiros, na febre Indie que vivemos no momento, conheci o Busca Final, livro do Giltônio Santos e Richard Garrell da Editora Secular Games. O RPG traz uma situação muito interessante e vale a aquisição, mesmo que você não vá jogá-lo, simplesmente pela premissa na qual se baseia: num mundo mágico, a magia desaparece COMPLETAMENTE e grupos de várias nações, por várias razões diferentes, iniciam buscas para descobrir o porquê da magia ter sumido, tentar trazê-la de volta, ou não.

Dark Sun Cenário de Campanha oficializou a regra dos bônus inerentes, balanceando (esse deveria ser o sobrenome da quarta edição) a questão dos combates, mas quando a questão é com outro cenário de campanha? Se fosse o caso de Forgotten Realms por exemplo? Os itens mágicos ainda são fortes em FR; Os maiores vilões são magos (ou nações deles) com um grande poder. Seria possível defenestrar thayanos e nethereses (vultos) de Forgotten Realms transformando o cenário em algo mais sombrio?

Outra pergunta que vez por outra me faço está relacionada aos seres mágicos: eles sobreviveriam a uma praga mágica? Os portais que existem entre os mundos seriam afetados?

Minha resposta pra tudo isso seria sim, claro que seriam afetados.

Viagens instantâneas entre planos? Finish!

Viagens instantâneas entre dois lugares distantes ou mesmo próximos? Finish!

Criaturas mágicas? Finish também, embora elas pudessem transformar-se em nativos, perdendo algumas de suas “qualidades” e ganhando outras, mas isso, dirão os mais entendidos do sistema, seria muito trabalho, mas eu digo que nenhum trabalho é muito quando o objetivo é a diversão 🙂

Feliz 2012 com ou sem magia.

Ohmtar D&D 4E: Ficha de Personagem

O Alexandre Sarmento, criador do Ohmtar Cenário de Campanha, me intimou a fazer uma análise da ficha de personagem para Ohmtar, mas que pode muito bem ser utilizada em outros mundos.

A ficha completa é composta por três páginas e não foge o padrão d0 Character Builder antigo, embora incorpore algumas melhorias da ficha do Essentials, como perícias agrupadas abaixo dos atributos. Uma melhoria feita na ficha foi a incorporação dos quadros com espaço para os bônus que compõe os valores finais das perícias.

Além das mudanças já mencionadas, uma folha completa foi dedicada aos Talentos, mais uma decisão acertada, pois nas versões do D&D Insider o espaço para os talentos é muito pequena e dificilmente se consegue uma descrição completa dos mesmos e quem joga D&D 4E sabe muito bem que toda informação é extremamente relevante.

Outra alteração foi a ampliação do espaço para descrição de poderes, que na minha opinião poderia ser suprimida e substituída por cartões de poder – mas isso é somente a opinião de alguém que gosta dessa característica boardgame que foi incorporada ao D&D 4E.

Fazendo um balanço final, a ficha é funcional, apresenta características que a tornam mais agradável que as fichas tanto do Character Builder quanto do Essentials (essa última achei simplificada demais), e permitem um maior controle por parte do mestre e do jogador dos bônus que o personagem possui, sem omissão de espaços importantes – como acontece na ficha do Essentials.

Deem uma passada no site do Ohmtar Cenário de Campanha, baixem a ficha de personagem e façam suas considerações. Não se esqueçam de jogar usando a ficha 🙂

Grande abraço e até a próxima.

Tentando voltar a jogatina

A casa pode até parecer abandonada, mas não está, no entanto, não acho coerente escrever/traduzir sobre um tema que não estou vivenciando.

Nos últimos meses fiquei afastado, voltei, escrevi alguma coisa e voltei a sumir. São os ossos do ofício, podem dizer alguns, ou simplesmente que deixei de jogar definitivamente – o que é uma grande inverdade – mas já entendi que não sou tão dependente do jogo como eu pensava, mas tenho muitas saudades de reunir os amigos em minha casa, ainda que fosse para ficar jogando Street Fighter no computador enquanto todos os jogadores não chegavam para a seção noturna.

Já estou reorganizando os meus favoritos, assinei por um mês o DDInsider e os meus jogadores já foram convocados e reconvocados a fazer suas fichas de personagem para o D&D4E, embora eu esteja pensando que a tarefa venha ser muito grande para uma recompensa pequena.

Após passar 15 anos com praticamente o mesmo grupo, percebo que a correria do dia-a-dia aumenta a cada dia que passa e que os grandes planejamentos necessários a realização de uma seção de D&D4E podem me fazer migrar para algo mais simples e menos mecânico – a menos que eu descambe a prerrogativa da campanha para algo muito mais tático.

Adquiri alguns pdfs de RPGs Indie ao longo dos últimos meses:

  • 3:16 Carnificina nas Estrelas
  • Fiasco
  • Terra Devastada
  • The Secret Fire
  • Wicked Heroes

Além destes RPGs em pdf alguns impressos me convidam a leitura sempre que abro o armário:

  • Lamentations of the Flame Princess
  • The Esoterrorists
  • Fear Itself
  • Rastro de Cthulhu
  • Mutante Blue City

Fora os muitos outros pdfs disponibilizados gratuitamente na net, tudo na tentativa de retornar as mesas de jogo, mas fico imaginando a resistência de alguns de meu bons, velhos e resistentes amigos que por muitos anos apegaram-se firmemente a ideia de que o único RPG que vale a pena ser jogado é justamente o D&D e que não tem noção do tempo requerido para planejar a matemática por trás das aventuras, mesmo quando você não se importa com o planejamento.

Vou seguir pensando e espero voltar com mais frequência ao blog. Enquanto isso, talvez eu procure um exemplar do GURPS e vejo se consigo convencer meus jogadores a experimentar algo mais simples 🙂